sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mediação de Conflitos em Contexto Escolar

Gostaria de ter a vossa opinião sobre a situação que a seguir descrevo:
O director de turma recebeu queixas de dois professores: matemática e português. Ambas disseram que era impossível dar a aula. Por este motivo, o director decidiu cancelar a excursão do final do trimestre, pois há muito que isso andava a distrair os alunos.
Estavam todos muito entusiasmados com a saída porque depois das visitas culturais da manhã tinham combinado deixar duas horas livres para visitar o centro comercial.
Alguns já se tinham organizado para ir comer pizza e depois passar pela lógica de música para comprar o disco de música para a festa de final de ano.
Por causa de quatro colegas, a viagem foi anulada. É um castigo completamente injusto. Não têm culpa que os professores não controlem a turma dado que os outros professores não têm problemas, nem tão pouco que estes colegas não estejam interessados na viajem ou na escola. O director de turma é porreiro mas quando fica chateado não há nada que o convença. Parece que a viajem vai ficar mesmo sem efeito.
Esta situação foi extraída de uma formação que frequentei intitulada "Mediação de Conflitos em Contexto Escolar". Devo dizer que esta situação não se passou comigo, no entanto é muito comum nas escolas. Gostaria que se pronunciassem sobre ela.

14 comentários:

Juℓi Ribeiro disse...

Querida amiga:

Penso que os quatro alunos
que provocaram o problema
é que deveriam ser penalizados.
Cada um deve ser responsável
por seu atos.

Saudades de você...
Estou enfrentando problemas
de saúde por isso tenho estado
tão ausente.
Desejo a você um final
de semana maravilhoso.
Beijos do outro lado do mar...

SILÊNCIO CULPADO disse...

Silvia
Todos os conflitos só poderão ser resolvidos através do diálogo e da negociação.
A situação descrita implica uma grande injustiça para os alunos que não têm culpa e que sofrem as consequências de actos que não cometeram. Isso poderá criar-lhes uma grande revolta contra aqueles dois professores que, em princípio, até teriam razão mas que não foram capazes de gerir a sua autoridade.
Abraço

Carecaloira disse...

Concordo com as opiniões já dadas. É uma injustiça castigar quem não é culpado.
Apenas os quatro alunos deveriam ser punidos, mostrando-lhes assim a diferença entre o certo e o errado. Se punem todos os alunos os que agiram mal acham que não fizeram nada, são todos tomados pela mesma moeda.

Bom fim-de-semana
Beijinhos

Silvia Madureira disse...

Será que os alunos se portariam mal naquelas disciplinas porque os professores eram incompetentes? Gostaria que deixassem a vossa opnião.

beijo

Silvia Madureira disse...

opinião

Carecaloira disse...

Pode ser esse o motivo. Mas também podem não gostar das matérias, nem todos gostamos do mesmo.
Agora os professores deviam, acho até que têm esa obrigação, cativá-los. Tentando uma abordagem diferente da matéria ou tentando encontrar com os alunos uma maneira de contornar a situação. Ás vezes o diálogo ajuda e os professores costumam ter a mania que sabem tudo!!!

Beijos

Silvia Madureira disse...

O importante é expormos aqui que pensamos aqui neste espaço. Eu não pretendo mencionar aqui a minha opinião. Pretendo reflectir sobre as vossas e tentar perceber esta situação tendo como base diferentes pontos de vista. É claro que eu como professora terei o meu que não é mais nem menos válido que o vosso...sem dúvida...todos são importantes.

beijo

Tony Madureira disse...

Olá Silvia,

No mês passado tive uma reunião de pais na escola que a Rita frequenta.
Os professores começaram por fazer analise da turma e iniciaram a “descascar” na turma: uma turma que seria até então"modelo", estava indisciplinada, malcriada, etc.
Como eu não tinha percepção deste “fenómeno”, comecei a ficar algo preocupado, e pedi para intervir logo que fosse possível.
A minhas questões foram muito simples: comecei por questionar se de facto eram alguns ou estava generalizado na turma esse comportamento? A qual foi respondido que não, que tinha começado com um ou dois e que estaria a aumentar a um ritmo acelerado.
A outra questão, foi individualizada e focada na Rita, ou seja, disse que ficaria preocupado e triste se me dissessem que a Rita não desenvolveria porque não teria capacidades, mas que ficaria muito mais preocupado se de facto ela fosse mal criada, ao qual também me foi respondido que não.
Portanto, existe aqui um conflito. Quem destabiliza a turma? De que forma o faz? Qual a intervenção da escola neste caso? Quais as medidas dos professores? Enfim … muitas perguntas se poderá fazer.

Aqui está um bom exemplo daquilo que será a qualidade de convivência na escola:
A mediação escolar apresenta-se como estratégia de dialogo interpessoal para melhorar a qualidade da convivência na escola. A base será:
Os princípios, técnicas e saberes ao nível da comunicação e da negociação cooperativa entre os protagonistas do conflito, quer isto dizer que se deverá recorrer a um terceiro que os ajuda na resolução de problemas que os opõem, procurando soluções autónomas e mutuamente satisfatórias. A escola deverá encontrar na mediação de conflitos um método de ensino e aprendizagem da transformação positiva do conflito, ajudando-lhe a cumprir o seu papel de formação e socialização.

Beijinho.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Silvia
O comportamento dos alunos e a sua apetência pela aprendizagem não depende apenas dos professores.
A primeira socialização que receberam, a socialização primária, vem dos pais ou da família de integração para além doutras influências do convivio diário. Também há a ter em conta as próprias características individuais. Um professor deverá empenhar-se para dar o seu melhor e deverá ficar feliz e realizado se conseguir na quase totalidade. Porém tem que admitir excepções e não se deve sentir defraudado quando é confrontado com elas.
Parece-me que aqui quem teve menos visão foi o director escolar que decidiu por cima da opinião dos professores.
Entendo que as decisões dum professor devem ser firmes mas não devem pecar pelo autoritarismo que provoca revolta.
Beijos

O Profeta disse...

Solta nota de uma flauta
Um retrato preso à mão
Um tambor fora do compasso
Segue o bater de coração


Convido-te a partilhar as emoções
Deixadas pelos ponteiros de um relógio…


Boa semana


Mágico beijo

jotabloguer disse...

Olá Sílvia:Desde já digo que a decisão de anular a visita de estudo da turma em causa, foi errada!Os dois professores não lidaram nas suas competências em plenitude!
Em todas as turmas, há sempre elementos que não contribuem para um equilíbrio geral!Para esses, há que ter uma atenção especial para os corrigir, nunca penalizar a turma toda!
Este tipo de situação é recorrente, mas não devia ser restritiva para os alunos que se empenham! Os que não querem nada, enfim paciência, eles terão os seus prémios mais dia menos dia!
É só leres um dos meus últimos posts e já vês as modas comportamentais de agora!(telemóveis, filmes e brigas)!
Beijinhos
Jorge madureira

SILÊNCIO CULPADO disse...

Silvia
Deixo-te um abraço.

Menina do Rio disse...

Não acho justo penalizar a turma toda, mas penso que valia uma boa advertência nos 4 alunos problemáticos

Um beijo

LUIZ SANTILLI JR. disse...

Olá Silvia

Estou voltando à blogosfera!
Muito devagar para não parar, pois meu tempoencurtou muito, mas não posso mais viver sem blogar.
Sobre a questão:
1 - A pior coisa que um jovem pode suportar é uma injustiça, vinda de um poder no qual ele deve ter confiança. Não pode haver punição coletiva, para culpas individuais.
Dever-se-ia detectar os culpados e eles serem punidos.
2 - Se uma turma tem n professores e apenas 2 não se entendem com ela, o problema deve ser dos dois.
O Diretor deve procurar saber qual é a dificuldade desses dois professores e substituí-los, se for o caso.
3 - Ouvi um comentário sobre ambiente familiar. Sobre isso tenho uma opinião formada: a escola tem educar seu alunos, técnica e socialmente, sem esperar que os pais se snvolvam nesse processo. Os pais muitas vezes não dispões de tempo, pois a vida moderna exige que mulher e marido trabalhem, e quando não for esse o probelma, há uma causa pior: pais despreparados intelectualmente para dar assistência a seus filhos, coisa que pode ser constrangedoura. A Escola tem que ser competente para preparar seus alunos para a vida, seja qual for as condições em que esses alunos vivam, em seus lares. A única coisa que a escola não tem como agir, é no caso de crianças que não receberam da família educação comportamental. Nesse caso as correções devem ser feitas fora da sala de aula, por outro tipo de atendimento, que não envolva o professor.
Se ficarmso na dependência do apoio doméstico, voltaremos a elitizar a sala de aula!

Abraço

Luiz